sexta-feira, 30 de setembro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
Gigantesco tanque d´água em Tóquio é atração local
Um tanque gigante de água no norte de Tóquio tem como função primária a segurança da região. Mas virou até atração para visitantes.
A construção foi feita para proteger a capital japonesa de enchentes e sobrecargas dos principais encanamentos da cidade ou transbordamento de rios durante chuvas mais fortes e temporadas de tufões.
Acredita-se que essa estrutura esteja entre as maiores do mundo do gênero. Trata-se da Área Metropolitana Exterior ao Canal Subterrâneo de Descarga de Kusakabe.
Também fazem parte do complexo silos de contenção gigante de concreto --65 metros de altura por 32 metros de largura) conectados por 6,4 quilômetros de túneis subterrâneos a 50 metros sob a superfície.
DE SÃO PAULO
O tanque de água, chamado "Templo Subterrâneo", tem 25,40 metros de altura, extensão de 177 metros, largura de 78 metros e 59 pilares de concreto.A construção foi feita para proteger a capital japonesa de enchentes e sobrecargas dos principais encanamentos da cidade ou transbordamento de rios durante chuvas mais fortes e temporadas de tufões.
Reuters | ||
Visitantes observam gigantesco tanque d´água "Templo Subterrâneo", entre seus pilares de concreto |
Também fazem parte do complexo silos de contenção gigante de concreto --65 metros de altura por 32 metros de largura) conectados por 6,4 quilômetros de túneis subterrâneos a 50 metros sob a superfície.
Governo japonês encontra arroz com nível
de radiação acima do permitido em
Fukushima
Segundo jornal local, nível no alimento ainda não colhido era o dobro do que é permitido
As autoridades japonesas detectaram pela primeira vez um nível excessivo de césio radioativo em uma amostra de arroz de Fukushima, segundo a edição deste sábado (24) do jornal Mainichi Shimbun.
O Ministério da Agricultura detectou na região de Nihonmatsu (província de Fukushima) arroz ainda não colhido com um nível de césio radioativo de 500 becquerel por quilo, acima do limite de 200 becquerel estabelecido pelo Governo japonês. De acordo com o diário, as autoridades elevarão substancialmente o controle em Nihonmatsu para impedir que o arroz contaminado chegue aos mercados.
O Ministério da Agricultura detectou na região de Nihonmatsu (província de Fukushima) arroz ainda não colhido com um nível de césio radioativo de 500 becquerel por quilo, acima do limite de 200 becquerel estabelecido pelo Governo japonês. De acordo com o diário, as autoridades elevarão substancialmente o controle em Nihonmatsu para impedir que o arroz contaminado chegue aos mercados.
Embora os resultados ainda sejam preliminares, a eventual confirmação dos dados representaria um sério revés para os agricultores da região, afetada pelo acidente nuclear da usina de Fukushima Daiichi, já que levaria à suspensão da comercialização do arroz.
Após o acidente nuclear mais grave desde Chernobyl, provocado pelo potente terremoto de 11 de março no nordeste japonês, o Governo japonês impôs estrito controle às plantações de arroz de Fukushima. Até o momento, porém, nenhum nível anormal de radiação havia sido detectado pelas autoridades.
Em 11 de março, o Japão foi abalado com o terremoto mais forte da história do país que deixou que deixou quase 15 mil mortos e mais de 10 mil desaparecidos.
Após o acidente nuclear mais grave desde Chernobyl, provocado pelo potente terremoto de 11 de março no nordeste japonês, o Governo japonês impôs estrito controle às plantações de arroz de Fukushima. Até o momento, porém, nenhum nível anormal de radiação havia sido detectado pelas autoridades.
Em 11 de março, o Japão foi abalado com o terremoto mais forte da história do país que deixou que deixou quase 15 mil mortos e mais de 10 mil desaparecidos.
sábado, 24 de setembro de 2011
Em Setembro, começa o Outono...
Amoo poder acordar de manhã e contemplar essa vista, esse horizonte,esse mar lindo!
Manhã de Inicio de Outono, vista da sacada do meu apato...
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Tufão no Japão segue para Fukushima
Fenômeno Roke provocou fortes chuvas e enchentes, que já mataram quatro pessoas
Tempestade perde força, mas deve ainda provocar enchentes no centro do JapãoUm forte tufão atingiu a região costeira no centro do Japão, provocando fortes chuvas e enchentes, que já mataram quatro pessoas.
Tufão Roke causa 4 mortes no Japão
O tufão Roke está se dirigindo para o nordeste do país e deve atingir a região de Fukushima, onde engenheiros ainda estão tentando conter a crise causada pelo terremoto seguido de tsunami que atingiu os reatores da usina nuclear de Dai-Chi, em março deste ano.
Técnicos ainda lutam para tentar manter os níveis radioativos da usina sob controle, mas há temores de que as fortes chuvas possam provocar um novo vazamento de água radioativa para o mar.
Takeo Iwamoto, porta-voz da Tokyo Electric Power Co., a companhia que opera a usina, afirmou que o sistema de resfriamento dos reatores não será abalado pelo tufão.
O porta-voz acrescentou, entretanto, que os trabalhos de construção que vinham sendo realizados ao redor da usina foram cancelados.
Ao longo do país, mais de um milhão de pessoas tiveram de deixar suas casas, mas 330 mil pessoas permanecem sob risco.
A tempestade está perdendo força, mas há expectativas de que ela provoque fortes enchentes na região central do país.
Tufão 15 provoca mortes e alagamento
O forte tufão no. 15 que está com o seu centro em Shikoku neste momento já provocou vítimas. Segundo a NHK, em Nagoya houve uma morte, 2 desaparecidos em Gifu e 6 feridos em Hyogo.
Além disso, há locais em que imóveis estão alagados. Na província de Gifu são 6 casas (cidades de Toki e Kani), mas em Mizunami-Shi e arredores mais de 43 imóveis estão alagados, entre eles hospital.
Na província de Hyogo não é diferente. Nas cidades de Minami Awaji, Akashi, Ono e Kobe há 45 casas alagadas. Em Aichi as cidades de Okazaki, Nagakute, Nagoya também dezenas de casas foram atingidas. Uma empresa localizada em Moriyama ligou para o Corpo de Bombeiros para pedir socorro às 80 pessoas que estavam trabalhando. Todas foram socorridas de barco. Em Ooita, Miyazaki, Shizuoka eTokushima também há casas atingidas. Em todo o país 132 imóveis devem estar alagados. Em Gifu, Nara, Wakayama e Tokushima somam 209 casas sem energia elétrica.
por Anna Shudoterça-feira, 20 de setembro de 2011
Tufão N. 15 (Roke) se aproxima trazendo chuvas e alagamentos
O Tufão Roke, com ventos de até 144 quilômetros por hora em seu centro, já trouxe muitas chuvas nesta terça-feira na região central do Japão mesmo estando ainda a caminho da ilha principal (Honshuu) do Japão, segundo a agência meteorológica.
A tempestade já trouxe mais de 400 milímetros de chuva nas últimas 24 horas na Província de Miyazaki. A agência alertou para chuvas em uma área ampla do país na quarta-feira, informando que podem ocorrer até 50 milímetros de chuva em uma hora. Imagens da NHK mostraram estradas na cidade de Kobe sob muita água.
Notícias que estão sendo veiculadas na TV japonesa:
- Na região de Tokai foi dado alerta de evacuação para 1.320.000 pessoas em diversas regiões. (NHK – 17:10)
- 5 Locais em KII Hantou (Wakayama – Nara – Mie) que estavam com barragens de água criadas pelo tufão N.12 (Talas) oferecem risco com a chegada das chuvas trazidas pelo Tufão N. 15 (Roke). (Nihon TV 17:15)
- Devido ao transbordamento do Rio Shonai (Nagoya) foram dadas ordem de evacuação para 480.000 famílias do Bairro Moriyama-Ku. (17:28)
Últimos informativos:
Deslizamentos de terram criam um lago em Wakayama:
Deslizamentos de terra ameaçam população em Wakayama
Nagoya emite alerta de evacuação:
O Japão foi atingido pelo tufão Talas no início deste mês, deixando cerca de 100 pessoas mortas ou desaparecidas, a maioria no oeste do país.
Cidade de Nagoya emite alerta de evacuação para 470.000 pessoas
Terça-feira setembro 20, 2011 14:43
Em Nagoya 470.000 residentes de um total de mais de 200 mil famílias foram alertados a evacuar de suas casas, por causa dos níveis de água de diversos rios que estão subindo.
Em Nagoya 470.000 residentes de um total de mais de 200 mil famílias foram alertados a evacuar de suas casas, por causa dos níveis de água de diversos rios que estão subindo.
Os alertas foram emitidos para 273 mil moradores de quatro bairros perto do rio Tenpaku e 196 mil pessoas em dois bairros ao longo do rio Shonai.
Trabalhadores da cidade estão agora construindo abrigos de emergência para os desabrigados.
Bairros em alerta: Minato, Nakagawa, Nakamura, Nishi, Kita, Moriyama, Tenpaku, Midori, Mizuho, Atsuta, e Meito-ku.
Às 15h38min – 20/setembro/2011
Às 15hh44min do dia 20/setembro/2011
O rio Shonai transbordou os diques na região do bairro Moriyama-ku. Há muitas indústrias nessa região, as ruas dos cruzamentos estão inundados. A água das chuvas não estão sendo escoadas, causando inundações em algumas casas da região de Kasugai-shi onde se localiza a parte mais alta do rio Shonai. Há riscos de enchentes na região baixa do rio que se localiza no bairro de Kita-ku de Nagoya.
Um lago formado a partir de deslizamento de terras ameaça moradores no oeste do Japão
O Governo Japonês informou que um lago criado devido a um deslizamento de terra que bloqueou as águas de um rio está com risco de transbordar, na cidade de Tanabe em Wakayama, por causa das chuvas recordes desencadeadas pelo Tufão N. 15. O Governo está avisando os moradores próximos para ficar em alerta ou procurarem abrigos.
O governo também informou que o nível da água do lago subiu para o topo da barragem de lama que foi formada as oito horas da terça-feira e que aparentemente começou a transbordar depois.
Informou também que imagens captadas por uma câmera de vigilância perto do lago não mostraram alterações significativas na situação, mas que a possibilidade de deslizamentos e outros desastres está aumentando.
Um funcionário do ministério diz que todos os residentes em áreas perigosas devem evacuar.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
MIE – voluntários para ajudar nas áreas afetadas [20 a 28/set]
Devido às enchentes causadas pelo tufão, existem muitas pessoas precisando de ajuda na região Sul de Mie-ken.
Por isso estamos recrutando voluntários para ajudar as pessoas à reconstruir os lugares atingidos.
1-Local: Mie-ken Kumano-shi
2-Dias: 20 (ter), 21 (qua), 22 (qui), 26 (seg), 27 (ter), 28 (qua)
de setembro. (Escolher um dia conveniente) 3-Vagas para 20 pessoas ( De acordo com a ordem de inscrição)
4-Saída com o ônibus a partir do estacionamento do Corpo de Bombeiros
de Iga às 5 hrs da manhã. Término das atividades às 15:30. Às 20hrs,
volta para a cidade de Iga.
5-Conteúdo: Ajudar a tirar lama, arrumar os móveis danificados das casas,
tirar os destroços do caminho.
6- Taxa de contribuição: 1000 ienes (transporte e seguro)
[Requisitos do recrutamento]
1.pessoas que conseguem se comunicar de alguma forma em japonês 2.pessoas que possam participar do treinamento da Tsutamaru 3.pessoas acima de 18 anos fisicamente e mentalmente saudáveis
※Maiores informações e inscrições, entre em contato com a Tsutamaru!
TEL: (0595)23-0912
****************************************
Maiores informações e inscrições
NPO TSUTAMARU
Iga-shi Ueno Higashi-machi 2934-11
TEL&FAX: 0595-23-0912 (Das 10:00 às 17:00 hrs)
E-mail: adviser@tsutamaru.or.jp
Chuvas dificultam resgate após terremoto que matou ao menos 50 no Nepal e na Índia
Abalo de 6,9 graus na escala Richter aconteceu neste domingo (18)
Soldados e equipes de resgate caminharam em meio a fortes chuvas para vilarejos isolados na cordilheira do Himalaia nesta segunda-feira (19), em busca de sobreviventes de um terremoto de 6,9 graus na escala Richter, que aconteceu neste domingo (18) e matou ao menos 50 pessoas na Índia, no Nepal e na China.
Soldados e equipes de resgate caminharam em meio a fortes chuvas para vilarejos isolados na cordilheira do Himalaia nesta segunda-feira (19), em busca de sobreviventes de um terremoto de 6,9 graus na escala Richter, que aconteceu neste domingo (18) e matou ao menos 50 pessoas na Índia, no Nepal e na China.
Densas nuvens impediram helicópteros de sobrevoar as regiões afetadas, onde estão localizados os picos mais altos do mundo, e autoridades disseram que o número de vítimas poderia aumentar. Milhares de soldados que estavam ajudando nos esforços de resgate podem chegar às regiões atingidas só na terça-feira porque os caminhos para as montanhas estão bloqueados.
Equipes de resgate retiraram vítimas dos escombros, e o número de mortos no Estado de Sikkim, no nordeste da Índia onde ocorreu o epicentro do tremor, subiu para 31. O terremoto foi sentido a uma distância de mais de 800 km, em Nova Déli (capital da Índia).
Ao menos duas pessoas morreram no Estado de Bihar, ao sul de Sikkim, enquanto seis morreram no Estado de Bengala Ocidental, na Índia.
"As pessoas ainda estão em pânico", disse Pawan Thapa, morador de Gagtok, capital de Sikkim, à Reuters por telefone depois que o terremoto abalou prédios durante mais de um minuto.
- Passamos a noite inteira fora de nossas casas.
Chuvas
As chuvas vêm atingindo partes de Sikkim há quatro dias seguidos. As temperaturas na zona do terremoto estavam cerca de 8 graus Celsius e poderiam cair durante a noite.
O terremoto ocorreu às 6h10 (9h40 de domingo, no horário de Brasília) e foi sentido em cinco países, incluindo Bangladesh e o Butão.
Fora da Índia, ao menos sete pessoas morreram no Nepal, e segundo a agência estatal de notícias chinesa Xinhua, mais mortes foram registradas no Tibete.
Vários terremotos atingiram o norte e leste da Índia neste ano, mas nenhum causou grandes prejuízos ou mortes.
Mulher nepalesa tira pedras do caminho para abrir passagem para pedestres em Katmandu (capital do Nepal). Terremoto de 6,9 graus atingiu o país neste domingo (18)ROTA DO TAIFU 15
E vem em direção ao centro do Japão entre os dias 21 e 22.
Tufão n°15: previsão de fortes chuvas na região Tokai
De acordo com o observatório meteorológico, a influência do tufão n º 15 no sul do mar do Japão, com fluxos de ar úmido, deixam as condições atmosféricas na região Tokai instáveis.
Entre a noite do dia 19 e o amanhecer do dia 20 nas províncias de Gifu e Mie terá chuva intensa acompanhada de trovoadas e no centro da província de Aichi, espera-se chuvas de 40 mm por hora.
A quantidade de chuva em 24 horas até a noite de terça-feira, 20, é de 150 mm em Gifu e 120 mm em Mie.
A quantidade de chuva em 24 horas até a noite de terça-feira, 20, é de 150 mm em Gifu e 120 mm em Mie.
No sul da província de Mie, onde foram registradas fortes chuvas do tufão n º 12, as estações meteorológicas alertam para novos deslizamentos de terra e inundações dos rios.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Terremoto de magnitude 6,2 atinge centro e norte do Japão
Um terremoto de magnitude 6,2 atingiu nesta quinta-feira zonas do centro e do norte do Japão, sem causar danos ou a emissão de um alerta de tsunami, informou a televisão pública NHK.
O tremor aconteceu às 17h locais (5h de Brasília) e foi sentido em várias zonas das regiões de Kanto (que inclui Tóquio) e Tohoku, esta última atingida em março pelo devastador terremoto e o posterior tsunami que causaram 20 mil vítimas, entre mortos e desaparecidos.
Segundo a NHK, o epicentro se localizou no leito marinho em frente à costa da província oriental de Ibaraki e a dez quilômetros de profundidade.
Na escala japonesa fechada de 7, o sismo chegou a magnitude 4 na província de Ibaraki e a 3 em algumas zonas de Tohoku, incluindo vários bairros da área metropolitana de Tóquio.
Desde o forte terremoto de magnitude 9 em 11 de março, o Japão registrou mais de 660 réplicas com intensidade superior a magnitude 5.
Terremoto de magnitude 6 atinge costa sul de Cuba
Um terremoto de magnitude 6 foi registrado nesta quinta-feira no Mar do Caribe, na costa sul de Cuba, informou o USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos).
Um representante do Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico, no Havaí, disse que o terremoto não foi suficientemente forte para provocar um tsunami.
O USGS disse que o epicentro do tremor aconteceu a 108 km a sudoeste da cidade cubana de Campechuela e a 10 km de profundidade. O epicentro foi registrado a 110 km da costa noroeste da Jamaica.
domingo, 11 de setembro de 2011
Polícia prende quatro brasileiros por roubo de carros
A polícia das províncias de Aichi, Gifu e Mie prenderam quatro brasileiros em uma investigação de roubos de carros SUV (utilitário esportivo). Um dos detidos é Osmar de Souza Prado, de 28 anos, residente em Komaki (Aichi).
Os brasileiros são acusados do roubo de um modelo Hilux da Toyota em um estacionamento no bairro de Nakagawa (Nagoya, Aichi) na madrugada de 23 agosto. Os quatro negam as acusações.
A polícia de Aichi investiga os quatro brasileiros em outros 200 casos de roubo de SUV, como os modelos Harrier e Land Cruiser, ocorridos principalmente na região oeste da província de Aichi. Os carros roubados não são encontrados porque podem ser exportados para outros países desmontados, como para o Oriente Médio.
Até final de agosto a polícia confirmou 3.578 roubos de carros em Aichi, representando um aumento de 58,2% em comparação ao ano passado.
Portal Web NewsBrasileiros são convidados a homenagear vítimas do 11/09 pelo Twitter
Da Agência Brasil
Brasília – A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil convidou os brasileiros a prestarem homenagem às vítimas dos atentados de 11 de Setembro no Twitter. A ideia é que sejam postadas mensagens, às 9h42 de amanhã (11), que contenham o hashtag #Superação2011. “Este hashtag representará um minuto de silêncio no momento exato em que os ataques começaram em 2001”, diz a nota da embaixada.
A ação faz parte dos eventos organizados pela missão diplomática dos Estados Unidos no Brasil para marcar os dez anos dos atentados terroristas. No fim de agosto foi lançada a campanha Superação, na qual os brasileiros dividem histórias sobre como superaram momentos de dificuldades no site www.superacao2011.org. Até o dia 2 de setembro já haviam sido recebidas mais de 120 mil mensagens de texto e de vídeo.
Brasileiro deu aula de inglês a piloto terrorista do 11/9
Os aviões que derrubaram as Torres Gêmeas também quase botaram abaixo a carreira do professor de inglês Tacito Cury, 32. Mas, passados dez anos do atentado, que viu pessoalmente, ele reconstruiu sua vida profissional.
Em 2001, Cury substituiu em duas aulas o professor que dava aula de inglês para Marwan al Shehhi, piloto terrorista do vôo 175 da United Airlines, que se chocou contra a torre sul do World Trade Center.
Foi por isso que reconheceu Shehhi no primeiro retrato-falado que viu na TV em 12 de setembro de 2001. "Eu tinha colocado ele para ficar uns tempos na casa de um amigo porto-riquenho, porque ele veio de última hora para Nova York e não tinha onde ficar."
Além de ajudar com Shehhi a preencher a papelada para o visto, conta que pouco conversou com ele. "Ele ficava muito no computador da escola, usando a internet. Mal entrava nas aulas. Era calado demais e sem amigos."
Eduardo Knapp/Folhapress | ||
Tacito Cury, 32, em seu apartamento em São Paulo, mostra camera fotografica que usou no dia do atentado |
"Meu chefe não gostou nada de eu ter envolvido a escola com a polícia e com a mídia", diz Cury, que na época deu entrevistas à Folha e à Rede Globo. "Eu tinha 22 anos, sem faculdade, sem nada, com meu inglesinho de professor. Achei que não fosse mais conseguir emprego."
Com medo de perder o visto de trabalho e ser deportado, Tacito começou a mandar "uns 200 currículos por dia". A única entrevista de emprego que conseguiu ao fim de uma semana não lhe agradou, porque ganharia menos do que os US$ 35 mil (cerca de R$ 56 mil) que faturava anualmente na escola vizinha às Torres Gêmeas.
Motivado pela falta de perspectiva, usou a economia dos cinco anos que já tinha passado no país, de início servindo mesas, e abriu sua própria escola antes de 2001 acabar.
"Era pequenininha, em Nova Jersey, onde eu morava. Além de ensinar inglês, português e espanhol, vi que os estrangeiros ao redor precisavam de aulas de cidadania americana e de computação."
AULA DE CRISE
Mas o negócio sofreu com a falta de clientela no início. "Era por causa do aumento nas restrições para entrada de estrangeiros nos EUA", diz Tacito, para quem "a crise de imigração ainda não terminou" no país.
Mesmo com regras mais severas para a emissão do visto estudantil, a escola começou a perseverar, com maioria de alunos latinos. Ao contrário da escola onde trabalhava à época do atentado, Cury não tem hoje muitos alunos do Oriente Médio. "É um reflexo do preconceito dos americanos contra eles. É normal, só uma geração vai apagar isso."
Após três anos, o Columbia English Institute se expandiu a ponto de ganhar uma filial, em Manhattan. Nos anos seguintes, vieram uma unidade em Londres, outra em Paris, uma terceira na cidade canadense de Montreal e, por fim, uma no Brasil.
"Acho que meu negócio deu certo em partes pelo marketing. Na hora de colocar o nome, escolhi um parecido com a universidade de Columbia, para que o aluno estrangeiro, quando 'desse um Google', achasse a escola entre os resultados."
Tacito mora hoje entre Nova York e São Paulo, onde começa uma firma de decoração. "O meu sonho sempre foi voltar para o Brasil de vez. Ainda é. Mas aqui é tudo tão caro que precisaria de várias empresas no estrangeiro para voltar."
A FOLHA
EUA lembram vítimas do 11 de Setembro
O presidente americano, Barack Obama, conforta mulher no cemitério nacional de Arlington, em Washington, durante homenagens às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA. Os ataques, que mataram quase 3.000 pessoas, completam dez anos neste domingo
Presidente Barack Obama e a primeira-dama Michelle Obama participam de ato no cemitério de Arlington, em Washington
Flores são colocadas no local que marca a queda do voo 93 em Shanksville, na Pensilvânia. O avião se dirigia a Washington, mas caiu após briga entre passageiros e terroristas
Os ex-presidentes norte-americanos George W. Bush e Bill Clinton, além da ex-primeira dama Laura Bush, fazem um minuto de silêncio em uma cerimônia em Shanksville, no Estado da Pensilvânia, onde caiu um dos aviões no dia 11 de setembro de 2001
Chefe dos bombeiros de Manhattan hasteia bandeira americana próximo ao local dos atentados, em Nova York. No total, 343 socorristas perderam a vida no 11 de setembro de 2001
Garotas leem os nomes das vítimas impressos nas 3.000 bandeiras americanas colocadas no memorial nacional em homenagem às vitimas do 11 de Setembro
Chefe dos bombeiros de Manhattan hasteia bandeira americana próximo ao local dos atentados, em Nova York. No total, 343 socorristas perderam a vida no 11 de setembro de 2001
Rocha gravada no muro reconstruído do Pentágono, onde o voo 77 caiu, há dez anos, mantando 125 funcionários do órgão americano e 64 pessoas a bordo do avião
Ator de "Austin Powers" é condenado a prisão perpétua por estupro
O ator Joseph Hyungmin Son, 40, foi condenado a prisão perpétua nos Estados Unidos.
Ele foi considerado culpado pelo estupro de uma mulher na noite de Natal de 1990.
Son é mais conhecido pelo papel de Random Task no filme "Austin Powers - 000 Um Agente Nada Discreto" (1997).
De acordo com o processo, ele e um cúmplice obrigaram uma moça, na época com 20 anos, a entrar em seu carro com uma arma.
Eles teriam estuprado e torturado a mulher repetidamente.
No depoimento, a vítima afirmou que suas cicatrizes emocionais eram "intensas".
Reprodução | ||
O ator Joseph Hyungmin Son |
sábado, 10 de setembro de 2011
11-9 O DIA QUE MARCOU UMA DÉCADA
Atentados do 11/9 marcaram a psique de Nova York, dizem especialistas
Tem dias em que os nova-iorquinos olham para cima e comentam melancolicamente que o céu está tão azul quanto em 11 de setembro de 2001. E há também momentos em que eles ouvem um avião passando e levantam os olhares, preocupados de que esteja voando baixo demais.
Quem não é de Nova York se acostumou a pensar nos moradores da cidade como uma gente fria, até mesmo de coração duro, mas isso mudou dramaticamente há dez anos, quando dois aviões sequestrados derrubaram as torres gêmeas do World Trade Center.
Muita gente ficou mais ansiosa, alguns ficaram com ódio, e a maioria ficou mais triste. Mas os nova-iorquinos aparentemente também passaram a ser mais carinhosos e solidários, segundo especialistas que estudaram as reações aos atentados.
O mais notável é o reflexo condicionado de medo diante de qualquer coisa que soe ou pareça um atentado, dizem esses especialistas. Trovões, fogos de artifício e o recente terremoto sentido na cidade evocam esses pavores, por exemplo.
"Uma reação muito clara quando o terremoto aconteceu foi: "Ai, meu Deus, é terrorismo'", disse Judith Richman, epidemiologista da Universidade de Illinois, em Chicago, que estudou o impacto do 11 de Setembro sobre a saúde mental dos nova-iorquinos.
O medo se revela também na intolerância que se tornou mais predominante nestes dez anos, dizem especialistas, citando como exemplo a reação popular contra a construção de um centro cultural islâmico e uma mesquita perto do terreno onde ficava o World Trade Center.
No ano passado, um taxista da cidade foi atacado por um homem que perguntou se ele era muçulmano e celebrava o Ramadã, e então fez cortes no seu pescoço, rosto e ombro.
Por outro lado, os nova-iorquinos aprenderam também a ter mais cuidado com seus concidadãos. Foi o caso, por exemplo, num apagão em 2003, recebido com descontração. Na ocasião, muitos moradores ajudaram a orientar o trânsito e a guiar as pessoas por ruas escuras -- algo muito diferente dos saques e distúrbios registrados no célebre blecaute de 1977.
Mais recentemente, vizinhos se ajudaram mutuamente nos preparativos para a chegada do furacão Irene, segundo Richman. "As pessoas aprenderam a procurar ajuda quando estão em perigo", afirmou ela.
Mas outro efeito colateral do 11 de Setembro é uma "tristeza silenciosa" entre os moradores, segundo Yael Danieli, psicóloga especializado em traumas coletivos. "Um mar muito profundo de tristeza está na alma das pessoas. Está na alma dos sobreviventes, e acredito que para sempre na alma de Nova York".
Mas outro efeito colateral do 11 de Setembro é uma "tristeza silenciosa" entre os moradores, segundo Yael Danieli, psicóloga especializado em traumas coletivos. "Um mar muito profundo de tristeza está na alma das pessoas. Está na alma dos sobreviventes, e acredito que para sempre na alma de Nova York".
Já o dramaturgo Christopher Shinn, que abordou a vida pós-11/9 na sua peça "Where Do We Live" ("Onde Vivemos"), acha que o impacto dos atentados mal começou a ser sentido.
"Quando as coisas voltaram ao normal, nunca houve um segundo estágio em que dissemos...: 'Agora temos alguma perspectiva, podemos começar a pensar a respeito'", afirmou ele. "Ainda estou esperando por isso. No mínimo, estamos num estado de negação."
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